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Não ando à procura da inspiração!

Por vezes perguntam-me onde vou buscar a inspiração para escrever as minhas histórias. Respondo sempre que as histórias é que vêm ter comigo. Quero com isto dizer que não ando à procura da inspiração, antes me deixo apanhar pelas pequenas coisas que vão acontecendo no meu dia a dia. 


No caso do conto “O peixe de patas amarelas” foi assim: estava a reler a obra de Franz Kafka, “A Metamorfose” quando dei por mim a pensar que, na vida real, todos os dias, pequenas metamorfoses acontecem quase sem nos apercebermos ou as valorizarmos. Pensei nos girinos que eventualmente se transformam em sapos ou em rãs. E assim nasceu Migas que sofreu tormentos com a sua transformação com receio de ser rejeitado pelos amigos.


Já no conto ”Procura-se fada…”, a história veio ter comigo num fim de tarde escuro de inverno quando, ao sair da escola onde leciono, uma colega me confidenciou que ia comprar uma prendinha para o filho de uma outra colega a quem caíra o seu 1º dente de leite. Aquele gesto foi comigo para casa e pôs-me a pensar no que aconteceria se a “fada dos dentes” não trouxesse a tão desejada prendinha...


Sempre adorei fazer trabalhos manuais e sempre dediquei grande parte dos meus tempos livres a dobrar Origami, a bordar, a fazer tricot... Um dia, resolvi fazer marcadores de livros em feltro. Não passava de mais um pretexto para relaxar a mente ao fim de um dia de trabalho. O que aconteceu foi que, conforme ia compondo os marcadores, ia criando histórias. E assim, inventei um cão para um menino que precisava de um amigo; dei a outro rapaz motivo e coragem para enfrentar o monstro que o atormentava todas as noites e pus uma menina, que não gostava de ler, a contar histórias ao escuro.


Maria Ana Mendes

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