Mário Castrim,o senhor das histórias com juízo, nasceu há 100 anos!

Mário Castrim, peseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca, foi jornalista, escritor, crítico de TV e professor.


Nasceu em Ílhavo, a 31 de julho de 1920, e faleceu em Lisboa a 15 de outubro de 2002. Trabalhou no jornal Diário de Lisboa, no semanário Tal & Qual e na revista para jovens Audácia, dos Missionários Combonianos. Deixou-nos em 2002 com uma vasta obra publicada. A partir de 1957 coordenou o suplemento DL Juvenil, do Diário de Lisboa, projeto que apadrinhou como sua "obra". Nessa altura conheceu a escritora Alice Vieira, com quem viria a casar. Com a escritora teve dois filhos: Catarina Fonseca, jornalista e escritora e André Fonseca, professor universitário.

Numa entrevista ao jornal Público, Alice Vieira, a sua esposa, reitera o seguinte: “Não tenho dúvida de que aquilo que sou, aquilo que faço, aquilo que escrevo, foi muito obra dele. Sinto, no entanto, algum remorso por ele se ter afastado da escrita por minha causa. Para eu poder fazer a vida que fiz, ele não publicou tanto como devia. Escrever escrevia (tenho muitos inéditos), mas não publicava.” Em 1965, Mário Castrim começou a exercer a atividade pela qual se tornou conhecido em todo o país, a de crítico de televisão. Apenas interrompeu essa atividade aos 82 anos, devido a uma pneumonia. Nesta altura escrevia uma coluna no semanário Tal & Qual, interrompida em julho de 2002 por motivos de saúde. Ao mesmo tempo que exercia a atividade de crítico de televisão, Mário Castrim também chegou a ser professor de caligrafia e escreveu livros infantis como Estas são as Letras (1996) e Histórias com Juízo (1993), e outros como O Lugar da Televisão e O Caso da Rua Jau. Mário Castrim deu um significativo contributo, enquanto crítico de televisão, escritor e intelectual, para a formação democrática e humanista de muitas gerações. Refira-se que, antes do 25 de abril, quando a censura e a polícia política reprimiam qualquer manifestação mais ousada da liberdade de expressão, Mário Castrim fez dezenas de colóquios e sessões de animação cultural, por todo o país. Foi membro do PCP desde 1940. Obras para crianças e jovens Nasceu para Lutar (1964); Histórias Com Juízo (1969); As Mil Noites (1970) - adaptação; O Cavalo do Lenço Amarelo é Perigoso (1974); Estas São as Letras (1977); A Caminho de Fátima (1992); Váril, o herói (1993); O Caso da Rua Jau (1994); O Lugar do Televisor (3 vols., com as crónicas que publicou na revista Audácia) (1996); A Girafa Gira-Gira (9 vols.) (2001); A Moeda do Sol (2006).

Teatro Com os Fantasmas Não se Brinca (1987); Contar e Cardar (2002).

Poesia Viagens (1977); Nome de Flor (1979); Do Livro dos Salmos (2007).

Ensaio e crónica Televisão e Censura (1996); Histórias da Televisão Portuguesa (1997).

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